Não me cabe a clemência, a passividade à vida sem paixão.
Nem que seja paixão pela queda. Nem que seja paixão pelo nada.






domingo, 11 de março de 2012

Pequena

Pequena. Não ficava bem nos vestidos na altura do joelho nem nas calças largas que as grandes usavam. Não servia na calça jeans que sempre tinha que ser cortada, não servia nas saias e vestidos longos que tinham as barras arrastadas no chão. E não se importava em usar salto alto. Eu acho que ela gostava disso, de ser pequena, de parecer mais frágil e mais delicada do que ela mesma pensava que era, ela não sabia que tinha uma força gigante. E começou a ter sonhos e objetivos também pequenos, ela não queria muito. Um emprego razoável, uma casa que vai ficar pronta em cinco anos, um carro antigo, mas do tamanho do bolso, até um homem pequeno ela desejou. E aí, depois que conseguiu tudo isso, ela viu que até o mundo é pequeno perto do que ela merece. Que ela pode tudo, e quer muito mais, que pequena mesmo já basta ela. A vida? Ahh a vida dela agora tem que ser gigante!

domingo, 19 de fevereiro de 2012

E eu queria escrever um texto que significasse uma despedida bonita pra todos os anos que... todos os anos que. Mas eu sei lá. Tinha que ter algo no final que dissesse... que eu lamento, sabe? Lamento profundamente. Que você tenha tido todos os medos e defesas que um dia eu também tive, mas que desapareceram e que eu não tenho mais...

Eu quis dizer: “É você que eu quero.” E eu disse. E eu esperei que você viesse e... eu sei que você quis... mas não conseguia.

E eu acho isso meio trágico, sabe? E lamento... profundamente. Porque quando você descobrir que eu era “a estrela derradeira, a última e a primeira” eu não vou estar mais aqui... Porque, quando de um grande amor não resta mais que uma lamentação, é preciso criar forças dentro da gente pra admitir e prosseguir.

Nunca teria dado certo. Você é (ou está?) um homem de várias mulheres, e eu sou uma mulher de um homem só. Eu sou mulher de um homem só. E eu quero ser fiel, amar e confiar cega e estupidamente, sabe? Eu quero ter uma casa com estantes, e tapetes, e vidros coloridos, lugar pro cachorro, pras crianças e pra visitas. Objetos de decoração que ninguém nunca entendesse além da gente. Eu queria ter uma história dessas que ninguém nunca entendesse... além da gente.

Talvez você esteja nessa fase indefinida sua de provar os sabores e as cores, mas eu não estou... Eu quero o meu homem, sabe? Pra botar no colo, e cuidar, ver filme na tv e tomar sorvete de colher, fazer café, cafuné, chá, sobremesa, almoço e janta. E tratar como único, porque pra mim ele é. E eu sinto muito que você tenha tido medo... porque eu sei (ah, eu sei... ) você teve... e vai descobrir bem ali, só que eu não vou estar mais aqui.

Eu ainda acho que tudo que a gente vive na vida, a gente vive por algum motivo e para cumprir alguma missão. Na cena daquele filme que um dia eu citei, o mocinho dizia pra mocinha que todos os fracassos que ele já havia vivido tinham sido uma preparação para que ele a encontrasse, a percebesse e a amasse... Vai ver talvez seja isso pra mim. Talvez você tenha me preparado pra descobrir que eu estou pronta (sem qualquer medo) pra viver a história com o amor da minha vida. Bobo e romântico, eu sei... eu sou bem boba assim. Mas eu tenho um sentimento dentro de mim que é tão bonito e... =)

Eu tenho um sentimento dentro de mim que é tão bonito e. E, sabe, eu não vou ter medo de dizer, eu realmente achei que era todo por e pra você...

 

****Texto retirado do blog da Elenita (Acasos Afortunados), que teima em me descrever a cada dia.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

No final do túnel existe uma janela. Talvez você precise antes passar por uma sequência interminável de portas fechadas e treinar seus ouvidos para som da batida de cada uma delas, mas não deixe de caminhar. Eu sei que não tem a menor graça andar no escuro, e por não saber nada sobre o caminho, algumas vezes você irá tropeçar. Mas lembre-se, que é justamente essa coragem de andar por um lugar desconhecido e adquirir habilidade para se curar de cada tombo, que fará você começar a enxergar aos poucos frestas de luz. E pode não parecer, mas o som de cada porta se fechando um dia irá soar como música aos seus ouvidos. A canção de quem aprendeu a ler as esperas. De quem aceitou a partitura da fé e aprendeu a tocar as notas no momento adequado, na afinação de Deus.

Fernanda Gaona

sábado, 7 de janeiro de 2012

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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

domingo, 18 de dezembro de 2011

Mulher não desiste, se cansa. A gente tem essa coisa de ir até o fim, esgotar todas as possibilidades, pagar pra ver. A gente paga mesmo. Paga caro, com juros e até parcelado. Mas não tem preço sair de cabeça erguida, sem culpa, sem ‘E se’ ! A gente completa o percurso e às vezes fica até andando em círculos, mas quando a gente muda de caminho, meu amigo, é fim de jogo pra você.